27 Haziran 2016 Pazartesi

INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

Jesus ('Issa) (as), tal como todos os outros profetas, é um servo escolhido por Allah, a quem Allah destinou convocar as pessoas para o verdadeiro caminho. Contudo, existem determinados atributos de Jesus que o distinguem dos outros profetas, sendo que o mais importante é o facto dele tersido elevado por Allah, e o de que regressará à Terra uma segunda vez.
Contrariamente ao que a maioria das pessoas acredita, Jesus não foi crucificado e morto, nem morreu por qualquer outro motivo. O Alcorão diz-nos que o não mataram nem o crucificarem e que Allah o elevou para junto de Si. Em nenhum dos versículos, existe uma referência efectiva ao seu assassinato ou ao facto de ter sido morto, com excepção do versículo (ayah) que nega que isto tenha sucedido. Além disso, o Alcorão dá-nos a conhecer alguns acontecimentos da vida de Jesus (as) que não aconteceram ainda. Deste modo, a sua segunda vinda à terra constitui um pré-requisito para estes acontecimentos aconteçam. Não existe dúvida alguma de que as revelações do Alcorão acontecerão de facto.
Apesar disto, contudo, muitas pessoas acreditam que Jesus (as) faleceu há algumas centenas de anos e que, consequentemente, o seu regresso é improvável. Isto é uma concepção errónea, originada pela falta de conhecimento a respeito do Alcorão e da Sunnah. Um exame cuidadoso ao Alcorão dará em troca uma compreensão precisa dos possíveis versículos a respeito de Jesus (as).
O nosso Profeta (saw) disse-nos também que Jesus (as) será de novo enviado á terra e referiu que, nessa época, a qual é denominada de "o fim dos tempos", poderá haver um período durante o qual a terra obterá paz, justiça e bem-estar nunca antes precedentes.
O "fim dos tempos" refere-se ao período próximo do fim do mundo. Segundo o Islão, nesta altura, acontecerão as terríveis provações do, Dajjal, imensos tremores de terra e o aparecimento de Yajuj e Majuj, após os quais caminhos da Alcorão prevalecerão e as pessoas aderirão consideravelmente aos valores por este introduzidos.
Nos seus sohnos, as pessoas aguardam sempre pelo melhor. Uma paisagem mais bela, uma comida mais deliciosa, uma sociedade socialmente mais prometedora...
O último período do "fim dos tempos" exprime um período que abraça inteiramente todos estes conceitos favoráveis, "o melhor", "o mais belo" etc. É um período abençoado, que as pessoas aguardam há séculos. É o tempo glorioso do bem-estar e da abundância, da justiça e da paz. É o tempo em que todas estas benções substituirão, a injustiça a imoralidade, os conflitos e as guerras. É, com certeza, o tempo abençoado em que os princípios morais Islâmicos penetrarão em todos os aspectos da vida.
A prova de que Jesus (as) não morreu, de que foi elevado á presença de Allah e de que regressará de novo, será examinada neste livro à luz dos versículos Alcorânicos. Contudo, antes de a isto proceder, será benéfico recordarmo-nos de alguns conhecimentos básicos directamente relacionadas com este tópico.

A RELIGIÃO DE ALLAH É O ISLÃO

A RELIGIÃO DE ALLAH É O ISLÃO

Durante toda a história, Allah enviou os Seus mensageiros a vários povos. Os mensageiros de Allah chamaram os povos (da humanidade) paraa senda verdadeira e comunicaram-lhes os Seus caminhos. Contudo, actualmente, existe a crença generalizada de que o que foi revelado à humanidade, através dos vários mensageiros, são diferentes religiões. Isto é uma concepção errada. As religiões por Allah reveladas aos diferentes povos em diferentes períodos de tempo são as mesmas. Por exemplo, Jesus (as) aboliu algumas das proibições introduzidas pelas religiões precedentes. Contudo, em princípio, não existem grandes diferenças entre as religiões reveladas por Allah. O que fora revelado aos primeiros profetas, a Moisés (Mussa) (as), a Jesus (as) e ao último Profeta (saw) é, essencialmente, o mesmo.
"Cremos em Allah, e no que nos foi revelado, e no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacob e às (doze) Tribos, e no que foi dado a Moisés, a Jesus e aos Profetas, pelo seu Senhor: não fazemos distinção nenhuma entre eles, e submetemo-nos à Vontade d'Ele (somos muçulmanos). E quem quer que deseje outra religião que não seja o Islão, não lhe será aceite; e na Vida Futura contar-se-á entre os perdedores (de todos os bens espirituais)" (Surah 3, Al 'Imran: 84-85)
Como referido no versículo em cima mencionado, o verdadeiro caminho revelado ao Homem é o Islão. O que compreendemos tendo por base o Alcorão, é que todos os profetas convocaram os seus povos para um caminho comum. Allah chama a nossa atenção para este facto no versículo seguinte:
Prescreveu-vos a mesma religião que havia instituído para Noé, a qual te revelamos, a qual havíamos recomendado a Abraão, o Moisés e a Jesus, (dizendo-lhes): Observai a religião e não sejais dividos por ela. Terrível para os idólatras é isso para que vós os chamais. Allah escolhe para Ele mesmo a quem quere, e guia aquele que se volta para Ele.  (Surah 42, Ach-Chura:13)
Num outro versículo Allah diz: "...E estou satisfeito com o Islão como religião (din) para vós!" (Surah 5, Al-Ma'idah:3). Allah enviou os Seus mensageiros para transmitirem esta religião, a única com a qual Ele se encontra satisfeito, aos seus povos e, assim, prevenir a humanidade. Cada pessoa, a quem a mensagem de Allah é comunicada, e que pessoa, a quem a mensagem de Allah é comunicada, e que assim é convocada para esta religião, torna-se responsável por a ela aderir.
No entanto, algumas sociedades aceitaram a mensagem na sua totalidade, enquanto que outras a negaram. Por outro lado, em algumas sociedades o verdadeiro caminho degenerou em crenças pervertidas após a morte do seu mensageiro. Isto encontra-se referido no Alcorão da seguinte forma:
Na verdade, para Allah a religião é o Islão e os Povos do Livro só discordaram por causa da invenja entre eles, depois que a verdade (a sabedoria) lhes foi revelada. E quem negar os versículos de Allah, saiba que Allah é rápido em ajutor contas(Surah 3, Al 'Imran:19)
Uma das sociedades que foi desencaminhada depois de, por momentos, ter permanecido no verdadeiro caminho, foi a dos Filhos de Israel. Tal como o Alcorão nos informa, Allah enviou vários profetas aos Filhos de Israel e informou-os a respeito do verdadeiro caminho. Contudo, de cada vez que isto sucedeu, eles revoltaram-se contra o profeta ou, após a morte do profeta, transformaram o verdadeiro caminho num conjunto de crenças pervertidas. Além disso, tendo por base o Alcorão, sabemos que, mesmo enquanto Moisés (as) estava ainda vivo, os Filhos de Israel adoraram o bezerro de oiro durante a sua curta ausência. (Ver a Surah 20, Ta Há : 83-94). Após a morte de Moisés (as), Allah enviou muitos outros profetas aos Filhos de Israel para os prevenir, sendo que o último destes profetas foi Jesus (as).
Durante a sua vida, Jesus (as) chamou o seu povo para viver de acorda com a religião (din) revelada por Allah e lembrou-os para que fossem verdadeiros servos de Allah. Ele instruiu-os nos mandamentos do Injil – a revelação confiou-lhe fragmentos do que pode sobreviver em partes dos Evangelhos. Esse livro confirmou os mandamentos da Tawrah – a revelação confiada a Moisés (as), alguma da qual permanece na Tora e no Velho Testamento – e que foram depois corrompidos. Criticando os ensinamentos impróprios dos rabis, os quais foram responsáveis pela degeneração da verdadeira religião (din), Jesus (as) aboliu regras inventadas pelos próprios rabis e através das quais obtinham ganhos pessoais. Ele convocou os Filhos de Israel para a unicidade de Allah, para a honestidade e para a conduta virtuosa. No Alcorão, o versículo com isto relacionado é o seguinte:
E venho confirmar o que existia antes de mim na Tora, e tornar legal parte do que vos estava proibido; e vim para vós co um Sinal do vosso Senhor. Portanto, temei a Allah e obedecei-me. (Surah 3, Al 'Imran:50)
Contudo, após Jesus (as) ter deixado a terra, alguns dos sesu últimos seguidores começaram a corromper a revelação. Sob a influência de algumas ideias pagãs dos Gregos, desenvolveram a crença na "trindade" (o pai, o filho e o espírito santo). Sob o nome de Cristandade, aderiram a uma religião completamente diferente. Hoje, um quarto da população mundial pratica uma Cristandade que, de um modo geral, se acredita estar baseada nos ensinamentos de Jesus (as). Contudo, os factos são diferentes. Muitos anos após o desaparecimento de Jesus (as), pessoas não identificadas escreveram o livro que conhecemos hoje como sendo o Novo Testamento, e escreveram-nos em Grego, não obstante a língua de Jesus (as) e dos seus discípulos ser o Aramaico, um idioma próximo do Arábico. Em épocas procedentes, historiadores compeliram estes escritos. Consequentemente, a Cristandade actual perdeu muito dos ensinamentos ariginais de Jesus (as).
Depois de Jesus (as), Allah enviou um outro mensageiro, de uma outra tribo, de modo a que, através dele, pudesse revelar ao mundo a religião original e confiou-lhe um nobre livro. Este mensageiro é o Profeta Muhammad (saw) e o livro é o Alcorão, a única revelação não adulterada.
O Alcorão dirigi-se a todas as pessoas do mundo. Todas as pessoas de todas as idades serão responsáveis por este livro, se tiverem sido expostas á mensagem do Islão. Elas serão julgadas o Alcarão no Dia do Juízo Final. Na nossa época em especial, todas as nações do mundo estão, num sentido, unidas, quase como uma única tribo, graças ao avanços tecnológicos. Um académico referiu-se ao mundo actual como a "aldeia global". Consequentemente, existem poucas pessoas no mundo de hoje que desconhecem a existência do Alcorão e que, por conseguinte, não estão informadas a respeito do Islão. Não obstante isto, uma certa parte de pessoas tem fé no Alcorão. Entre aqueles que seguem esta fé (iman), contudo, muitos não vivem de acordo com os princípios proclamados do Alcorão.
Esperamos que Jesus (as) regresse à terra e chame as pessoas para o verdadeiro caminho. Allah referiu esta boa nova no Alcorão. Como será tratado em capítulos procedentes deste livro, Jesus (as) foi elevado à prensença de Allah e não morreu ainda uma morte fisica. Após um espaço de tempo, ele regressará e levará o Islão a prevalecer no mundo. Dentro das suas melhores capacidades, ambos os mundos, Cristão e Muçulmano, encontram-se preparados para conhecer este visitante abençoado e para não repetir as ofensas contra ele cometidas na história.

PESSOAS EM APUROS SUPLICAM POR UM SALVADOR

PESSOAS EM APUROS SUPLICAM POR UM SALVADOR

E porque não lutaríeis pela causa de Allah, e pelos fracos entre os homens, mulheres e crianças, que dizem: "Senhor nosso, tira-nos desta cidade, cujos habitantes são opressores; e concede-nos, da Tua parte, um protector; e concede-nos, da Tua parte, um defensor"? (Surah 4, An-Nissa:75)
Ao lermos o Alcorão, constatamos um determinado facto: antes do envio de um mensageiro a uma sociedade, frequentemente, prevalecem aí a corrupção social e moral. Uma vez verificada a chegada de um mensageiro a uma sociedade, aqueles que o seguem alcançam uma vida feliz, pacífica e beneficente, justamente no meio da sua honrada luta pelo comprazer de Allah. Contudo, após este período abençoado, as pessoas que desfrutaram das graças deste período, afastam-se dos seus valores espirituais, revoltam-se e, por fim, tendem quase a não acreditar. Em alguns casos, adoram outros deuses que não Allah e, desse modo, são injustos para consigo mesmos e, num sentido, moldam o seu fim com as suas próprias mãos.
No Alcorão (Surah Maryam), Allah refere a lealdade, a sinceridade e o receio que os mensageiros têm para com Allah, informando-nos, em seguida, de como as gerações procedentes perderam por completo a sua fé. Estas gerações afastaram-se devido aos seus caprichos e desejos, privando-se de todos os seus valores. O versículo em causa é o siguinte:
Eis aqueles que Deus favoreceu, dentre os profetas, da descendência de Adão, os que embarcamos com Noê, da descendência de Abraão e de Israel, que encaminhamos e preferimos sobre os outros, os quais, quando lhes são recitados os versículos do Clemente, prostram-se, contritos, em prantos. Sucedeu-lhes, depois, uma descendência, que abandonou a oração e se entregou ás concupiscências. Porém, logo terão o seu merecido castigo (Surah 19, Maryam:58-59)
Estas pessoas, que negligenciam as suas responsabilidades divinas, sofrem a ira de Allah, expressa em vários desastres. Allah retira a Sua graça a estas pessoas. De acordo com o versículo "Em troca, quem desdenhar a Minha Mensagem, levará uma mísera vida..." (Surah 20, Ta Há: 124), estas pessoas sofrem de várias aflições, tais como a escassez e problemas sociais e económicos, originadas pela sua degeneração moral e pela sua instabilidade política.
Sob os prevalecentes sistemas de descrença (sistemas de kufr), estas pessoas, que eram insolentes para com a divina revelação, viram-se expostas a várias pressões e injustiças. O período do Faraó (Fir'awn) é um exemplo típico referido no Alcorão. Exultante na sua opulência, o Faraó levava uma vida extravagante e o seu povo sofria, submetido á sua tirania:
Faraó se envaideceu na terra e dividiu em castas o seu povo; subjugou um grupo deles, sacrificando-lhes os filhos e deixando com vida as mulheres. Ele era um dos corruptores  (Surah 28, Al-Qassas:4)
Em tais circunstâncias, em que as pessoas sofrem problemas económicos e sociais submetidos à tirania de líderes injustos, a necessidade de um salvador é profundamente sentida. Este salvador é a pessoa que elimina os aspectos desfavoráveis do sistema, provocados pela descrença (Kufr) do governador e do seu povo, e que trás a paz, a justiça e a segurança que acompanham a obediência a Allah e ao Seu Mensageiro.
Depois do Profeta Moisés (as), os Filhos de Israel enfrentaram também as mesmas dificuldades sob o governo de tiranos. Eles foram afastados das suas casas e das suas terras e sofreram extremamente. Compreendendo que nem os ídolos que adoravam, nem as suas posses ou os seus antepassados os salvariam de tais indesejáveis circunstâncias, pediram ao seu Criador um rei; um salvador, que os salvasse deste cruel sistema. Allah respondeu ao pedido deste povo, e enviou-lhes Talut (Saul na Bíblia):
Não reparaste nos chefes dos Filhos de Israel depois (da morte) de Moisés? Eles disseram a um Profeta deles: "Designa-nos um rei, que nós combateremos pela causa de Allah". Ele disse: "Seria possível que não combatésseis quando vos fosse ordenada a luta?" Eles disseram: "Porque não havíamos de lutar pela causa de Allah, agora que fomos expulsos das nossas casas e afastados dos nossos filhos?" Porém, quando lhes foi ordenada a luta, eles voltaram as costas, excepto, uns poucos deles. E Allah conhece os injustos.  (Surah 2, Al-Baqara:246)

"Nunca acharás qualquer mudança na Lei de Allah"

Tendo por base as histórias referidas no Alcorão, compreendemos que aconteceu quase a mesma coisa a civilizações passadas, as quais se revoltaram contra os seus mensageiros. As circunstâncias segundo as quais as pessoas organizavam as suas vidas, o envio de mensageiros para as prevenir e a sua destruição, tudo isto segue o mesmo modelo.
Também as sociedades modernas rapidamente sucumbiram à corrupção e à degenaração. A pobreza, a miséria e a desordem transformam as vidas das pessoas numa completa confusão, e leva-as a ansiar por uma vida pacífica, onde prevalece a virtude. Aparentemente, a justiça apenas pode prevalecer se os valores de Alcorão se tornarem predominantes entre as pessoas. Apenas pessoas que possuem valores verdadeiros podem trazer soluções a todos os problemas que as pessoas experimentam actualmente. De facto, Allah enviou profetas e mensageiros às primeiras gerações que experimentaram depressões sociais similares e, por vezes, Ele concedeu incrível riqueza e esplendor àqueles que seguiram os mensageiros. Este facto é referido no seguinte versículo:
Se os habitantes das cidades tivessem acreditado (em Allah) e O tivessem temido, ter-lhes-íamos concedido as bênçãos do céu e da terra. Mas, eles rejeitaram (a verdade) e, então, Nõs castigámo-los pelas acções que fizeram. (Surah al-A'raf:96)
Este versículo, bem como muitos outros que o confirmam, revela que a única forma para alcançar a felicidade e a paz consiste em aderir ao Islão. Este princípio é aplicável a gerações futuras, assim como se aplicou ás gerações precedentes. Em locais privados do Islão, prevalecem a injustiça, a insegurança e a instabilidade. Esta é a Lei de Allah. A não existência de qualquer mudança na Lei de Allah, é da seguinte forma referida no Alcorão.
Juraram solenemente por Allah que, se lhes fosse apresentado um admoestador, encaminhar-se-iam mais do que qualquer povo; porém, qundo um admoestador lhes chegou, nada lhes foi aumentado, senão em aversão, ensoberbecimento na terra e em conspiração para o mal; todavia, a conspiração para o mal somente assedia os seus feitores. Porvemtura, almejam algo, além da sorte dos povos primitivos? Porém, nunca acharás variações na Lei de Allah; e nunca acharás mudanças na Lei de Allah (Surah 35, Al Fáter:42-43)

A Prevalência do Islão Segundo a Alcorão

Como mencionado na secção precedente, que Allah envia profetas e mensageiros às comunidades para as libertar da descrença e da injustiça, é algo a respeito do qual o Alcorão nos informa. Este profeta ou mensageiro conduz o seu povo à crença (a ter iman) em Allah sem a Ele outros associar, e a receá-Lo. Se a comunidade insiste em negá-Lo, ele avisa-os a respeito da ira de Allah. Allah diz que não destrói nenhuma tribo antes deste aviso ser entrgue:
Não abstante, jamais destruímos cidade alguma, sem que antes tivéssemos enviado admoestadores, como uma advertência, porque nunca fomos injustos (Surah 26, Ach-Chu'ara: 208-209)
Na época em que vivemos, observamos a degeneração, quer física, quer espiritual, na sociedade largamente acompanhada pela instabilidade económica e política. Existem lacunas imensas entre pobres e ricos, e a corrupção social agrava-se constantemente. O Alcorão lembra ao Homem que após e mesmo durante estes períodos negros, Allah indica sempre o caminho para a salvação àqueles que inicialmente o desejaram. Desta forma, o Islão certamente prevalecerá em todo o mundo e a verdadeira religião substituirá todas as religiões pagãs. Aos Seus crentes verdadeiros (muminun), Allah concede as boas novas a isto referentes na Surah At-Taubah:
Desejam apagar a luz de Allah com as suas bocas; mas Allah não permitirá, e fará brilhar mais a Sua luz, ainda que isso desgoste os descrentes. Ele foi Quem enviou o Seu Mensageior com a Orientação e a Religião da Verdade, para fazê-la prevalecer sobre todas as religiões, ainda que isso desgoste os idólatras (Surah 9, At-Taubah 32-33)
Na Surah An-Nur, Allah informa os seus crentes verdadeiros, que se envolvem em "acções correctas", sem a Ele associarem modelos, e que procuram simplesmente o Seu comprazer, de que obterão poder, tal como os crentes precedentes sempre obtiveram:
Allah prometeu, àqueles dentre vós que crêem e praticam o bem, fazê-los herdeiros da terra, como fez com os seus antepassados; consolidar-lhes a religião que escolheu para eles, e trocar a sua apreensão por tranquilidade __ Que Me adorem e não Me associem a ninguém! __ Mas aqueles que, depois disto, renegarem, serão depravados (Surah 24, An-Nur:55)
Hâ um ponto que aqui merece ser mencionado. No versículo atrás citado, é referido o requisito para a difusão do Islão; a existência de crentes que são simplesmente servos de Allah, que a Ele não associam outros e que se envolvem em boas acções no Seu caminho...

O Salvador Esperado

O que até aqui tem sido relatado é o seguinte: em cada época, Allah respondeu ao pedido dos Seus servos, os quais necessitavam desesperadamente da Sua ajuda. Isto é também verdadeiro para esta época e para a futura. Como foi o caso das épocas precedentes, também actualmente se espera que Allah salve as pessoas da injustiça do sistema da descrença e as presenteie com as belezas do Islão.
Espera-se especialmente que o Mundo Islâmico encontre um caminho livre da corrupção que experimenta actualmente, e que os verdadeiros crentes comuniquem os valores do Islão ao mundo inteiro. Certamente, como em todas as épocas, as pessoas esperam hoje que apareça um salvador. Este salvador, que conduzirá a humanidade da "escuridão para a luz", é a religião do Islão. As pessoas que procuram viver segundo estes valores superiores, desafiarão todos os sistemas que negam Allah e invalidarão as ideologias corruptas.
Em resumo, Allah ajudará todos os povos como fez em épocas anteriores. Allah promete isto aos Seus servos que, de forma sincera, se voltam para Ele e Lhe têm um temor profundo.
São aqueles que foram expulsos injustamente dos seus lares, só porque disseram: Nosso Senhor é Allah! E se Allah não tivesse refreado os instintos malignos de uns em relação aos outros, teriam sido destruídos mosteiros, igrejas, sinagogas e mesquitas, onde o nome de Allah é frequentemente celebrado. Sabei que Allah secundará quem O secundar, em Sua causa, porque é Forte, Poderoso. São aqueles que, quando os estabelecemos na terra, observam a oração, pagam o zakat, recomendam o bem e proíbem o ilícito. E em Allah repousa o destino de todos os assuntos  (Surah 22, Al-Hajj:40-41)

JESUS (AS), FILHO DE MARIA (AS), NO ALCORÁO

JESUS (AS), FILHO DE MARIA (AS), NO ALCORÁO

Nesta secção, examinaremos os pormenores relacionados com a segunda vinda de Jesus (as), proporcionados pelas fontes mais fidedignas. A primeira dessas fontes é, definitivamente, o Alcorão, o inalterado Discurso de Allah, conforme referido no Alcorão: "Ninguém pode mudar as Suas palavras." (Surah 6, Al-An'am:115), e a segunda é a Sunnah do Último Mensageiro de Allah, Muhammad, que Allah o abençoe e lhe conceda a paz. O Alcorão proporciona-nos informações detalhadas relativamente a muitas fases da vida de Jesus (as), incluindo o seu nascimento, a sua elevação à presença de Allah, a sua segunda vinda e a sua morte.
Jesus (as), que viveu há 2000 atrás, é um mensageiro abençoado de Allah. Encontra-se em alta estima, quer no mundo, quer no Além, tal como somos informados pelo Alcorão. A verdadeira religião por ele trazida permanece actualmente, não obstante meramente em nome. Isto é devido ao facto de, o ensinamento original comunicado por Jesus (as), se encontrar actualmente distorcido. Também o livro revelado por Allah a Jesus (as), permanece nos nossos dias apenas em nome. Actualmente, o texto original deste livro não se ancontra disponível. As fontes Cristãs sofreram várias alterações e distorções. Consequentemente, hoje, não é provável que consigamos obter conhecimentos verdadeiros relativamente a Jesus (as), tendo por base fontes Cristãs.
As únicas fontes a partir das quais podemos obter conhecimentos precisos a respeito de Jesus (as) são: o Alcorão, o Livro que Allah afirma manter inalterável até ao Dia do Juízo Final, e a Sunnah do Seu Mensageiro, Muhammad (saw). No Alcorão, Allah refere o nascimento e a vida de Jesus (as), assim como alguns dos incidentes que este encontrou durante a sua vida, do povo que o rodeava, bem como de muitos outros assuntos com ele relacionados. Além disso, os versículos Alcorânicos informam-nos também a respeito da vida de Maria (Maryam) (as) antes desta dar à luz Jesus (as), de como ela engravidou de forma miraculosa e a forma como as pessoas em seu redor reagiram a este acontecimento. Além disso, Allah transmite a boa nova de que Jesus (as) regressará à terra uma segunda vez, no fim dos tempos. Nesta secção, encontrareis algumas das informações dadas no Alcorão a respeito de Jesus (as).

O nascimento de Maria (Maryam) e o modo como foi educada

Maria (as), a qual foi escolhida para dar à luz Jesus (as), nasceu numa época de desordem, durante a qual os Filhos de Israel depositavam todas as suas esperanças na vinda de um Messias. De todo inconsciente de ser ela o centro de todas as esperanças, Maria foi excepcionalmente escolhida por Allah para este dever abençoado e educada em conformidade com o mesmo. Maria descendia de uma família nobre, a família de 'Imran. Allah escolheu esta família de entre todas as restantes famílias.
Os membros da família de 'Imran eram conhecidos como sendo pessoas que possuíam uma profunda fé em Allah. Eles dirigiam-se a Ele em todos os actos que executavam, e observavam meticulosamente os Seus limites. Quando a esposa de 'Imran percebeu que estava grávida, dirigiu-se ao seu Criador e orou, devotando a pessoa que se encontrava em seu útero ao serviço de Allah. Allah refere isto no Alcorão:
(Lembra-te de) quando a mulher de 'Imran disse: "Ó meu Senhor! Consagrei-te o que está no meu ventre, liberto de tudo; portanto, aceita-o de mim; na verdade, Tu és o que ouve e sabe tudo". Quando ela deu à luz disse: "Ó meu Senhor! Eu dei à luz uma menina!" ─ E Allah bem sabia o que ela dera à luz ─ "E o macho não é como a fêmea; dei-lhe o nome de Maryam, e ponho-a, bem como a sua descendência, sob a Tua protecção, contra Satanás, o amaldiçoado (Surah 3, Al 'Imran: 35-36)
Quando Maria nasceu, a esposa de Imran procurou apenas o comprazer de Allah. Ela dirigiu-se para Allah e colocou Maria e a sua descendência à Sua segurança do chaytan amaldiçoado. Em resposta à sua sinceridade e à sua oração, Allah concedeu a Maria nobres virtudes. No Alcorão, Allah explica como Maria foi entregue à Sua protecção e cuidado meticuloso. "O seu Senhor aceitou-a com aprovação e fê-la crescer saudável e bela." (Surah 3, Al 'Imran: 37) Zakariyya (Zacarias) tornou-se o guardião de Maria e durante o tempo que passaram juntos, compreendeu que ela fora favorecida com qualidades excepcionais. Além disso, Allah concedeu-lhe graças "sem conta":
... Cada vez que Zacarias entrava no mihráb (oratório) para visitá-la, encontrava-a provida de alimentos. Ele disse: "Ó Maria! De onde te vem isto?" Ela disse: "De Allah: na verdade, Allah providencia o alimento a quem deseja, imensuravelmente"(Surah 3, Al 'Imran: 37))
Da mesma forma que Allah escolheu a família de 'Imran, escolheu também Maria, um dos membros da família de 'Imran, e concedeu-lhe uma educação excepcional. Allah purificou Maria e escolheu-a de entre todas as outras mulheres. Os seus atributos encontram-se referidos Alcorão da seguinte forma:
E (lembra-te) quando os anjos disseram: "Ó Maria! Na verdade, Allah escolheu-te e purificou-te ─ e escolheu-te acima das mulheres de todas as nações. Ó Maria! Sê obediente ao teu Senhor, prostra-te e curva-te com os que curvam (na adoração)"(Surah 3, Al 'Imran: 42-43)
Na comunidade em que vivia, Maria tornou-se uma pessoa conhecida pela lealdade e sinceridade que mostrava para com Allah. Ela é particularmente caracterizada como uma mulher "que guardava a sua castidade". Na Surah 66, At-Tahrim, encontramos o seguinte a este respeito:
E com Maria, filha de Imran, que conservou o seu pudor, e a qual alentamos com o Nosso Espírito, por ter acreditado nas palavras do seu Senhor e nos Seus Livros, e por se Ter contado entre os obedientes. (Surah 66, At-Tahrim: 12)

Maria Engravida

E menciona Maria, no Livro, a qual se separou de sua família, indo para um local que dava para o leste. E colocou uma cortina para ocultar-se dela (da família), e lhe enviamos o Nosso Espírito, que lhe apareceu personificado, como um homem perfeito. Disse-lhe ela: Guardo-me de ti no Clemente, se é que temes a Deus. Ele disse-lhe: Sou tâo-somente o mensageiro do teu Senhor, para agraciar-te com um filho imaculado. (Surah 19, Maryam: 16-19)
Como informados nos versículos atrás mencionados, após o fim de uma das fases do seu treino, Maria abandonou o seu povo, indo para um local situado a oriente e aí permaneceu parte da sua vida. Foi exactamente nesta fase da sua vida que, por ordem de Allah, Jibril (Gabriel) apareceu a Maria. Esta, por ser uma mulher nobre e casta, ficou profundamente perturbada ao ver um estranho. Contudo, Jibril explicou-lhe que era um anjo enviado por Allah, para lhe comunicar a boa nova da vinda de um filho:
E quando os anjos disseram: Ó Maria! Na verdade, Allah dá-te boas novas de uma Palavra Sua: o seu nome será Messias, Jesus (Issa), filho de Maria, ilustre neste mundo e no outro, e um dos mais próximos de Allah" (Surah 3, Al 'Imran:45)
Ao receber esta boa nova, Maria colocou a questão de como poderia ela ter um filho, quando homem algum lhe havia ainda tocado sequer:
Ela disse: "Ó meu Senhor! Como poderei ter um filho se nenhum homem me tocou? Ele disse: "Assim é: Allah cria o que deseja; quando Ele ordena uma coisa, apenas diz: "Sê", e ela acontece" (Surah 3, Al 'Imran: 47)
Durante o tempo em que Maria permaneceu no "local distante" mencionado nos versículos atrás citados, Allah correspondeu ao seu sustento, quer fisica, quer materialmente. Durante a sua gravidez, Maria encontrou-se completamente sob a Sua protecção e cuidado. Todas as suas necessidades eram particularmente conhecidas por Allah. Entretanto, ao escolher um local isolado para sua morada, Allah preveniu todo o mal que, porventura, lhe pudesse ser infligido por pessoas desprovidas de compreensão para com esta situação.

Jesus (as) é uma Palavra de Allah

No Alcorão, Allah chama a nossa atenção para o facto de que, desde o seu nascimento até à sua morte, Jesus (as) era muito diferente de todos os outros homens à face de terra. O Alcorão confirma o seu nascimento virginal, um tipo de criação com o qual não estamos familiarizados. Antes do seu nascimento, Allah informou a sua mãe a respeito de muitos dos atributos de Jesus (as), incluindo o de que ele fora enviado como um Messias aos Filhos de Israel. Ele foi também declarado como sendo "uma Palavra de Allah":
O Messias, Jesus, filho de Maria, foi (apenas) um Mensageiro de Allah e a Sua Palavra que Ele insuflou em Maria; e um Espírito vindo d'Ele... (Surah 4, An-Nissa: 171)
E quando os anjos disseram: "Ó Maria! Na verdade, Allah dá-te boas novas de uma Palavra Sua: o seu nome será Messias, Jesus (Issa), filho de Maria, ilustre neste mundo e no outro, e um dos mais próximos de Allah" (Surah 3, Al 'Imran: 45)
Allah escolheu o seu nome antes do seu nascimento, tal como fez com Yahya (João) (as). Normalmente, as famílias escolhem os nomes dos seus filhos. Contudo, no caso de Jesus (as), foi diferente. Allah deu-lhe o nome de o Messias, Jesus, o filho de Maria. Esta é uma das mais explícitas indicações de que Jesus (as) foi criado de modo diferente do das outras pessoas.
De facto, tal como o seu nascimento, os milagres por ele realizados ao longo da sua vida, e o modo como foi elevado à presença de Allah, são sinais da sua diferença relativamente às outras pessoas.

O Nascimento de Jesus (as)

Como é bem sabido, o nascimento é um processo muito dificil que exige muito cuidado. Dar à luz um bebé sem a assistência de uma pessoa experiente e o devido cuidado médico é dificil. Contudo, Maria, completamente só, foi bem sucedida no parto, graças à sua lealdade para com Allah e a confiança que n'Ele depositava.
Enquanto sofria as fortes dores do parto, Allah inspirava-a e instruía-a a cada passo. Desta forma, Maria deu à luz o seu filho sem esforço e nas melhores circunstâncias. Isto foi uma grande graça para com Maria:
As dores do parto a constrangeram a refugiar-se junto a uma tamareira. Disse: "Oxalá eu tivesse morrido antes disto, ficando completamente esquecida". Porém, chamou-a uma voz, junto a ela: "Não te atormentes, porque teu Senhor fez correr um riacho a teus pés! E sacode o tronco da tamareira, de onde cairão sobre ti tâmaras maduras e frescas. Come, pois, bebe e consola-te; e se vires algum humano, faze-o saber que fizeste um voto de jejum ao Clemente, e que hoje não poderás falar com pessoa alguma" (Surah 19, Maryam: 23-26)

Jesus (as) falou enquanto ainda estava no berço

E (recorda-te) também daquela que conservou a sua castidade (Maria) e a quem alentamos com o Nosso Espírito, fazendo dela e de seu filho sinais para a humanidade (Surah 21, Al-Anbiya: 91)
Um dos acontecimentos com que Allah testou o povo de Maria, foi o nascimento de Jesus (as). Este nascimento, que representava um acontecimento raro para as pessoas, foi um teste, quer para Maria quer para o seu povo. Na verdade, o modo pelo qual Jesus (as) nasceu foi um milagre, utilizado por Allah para chamar as pessoas para a verdadeira fé e uma das mais explícitas evidências da existência de Allah. Contudo, o povo de Maria não conseguiu compreendê-lo e desconfiou dela:
Regressou ao seu povo levando-o (o filho) nos braços. E lhes disseram: Ó Maria! Eis que fizeste algo extraordinário! Ó irmã de Aarão, teu pai jamais foi um homem do mal, nem tua mãe uma (mulher) sem castidade! (Surah 19, Maryam: 27-28
Como explicado nos versículos em cima mencionados, depois que Maria regressou do local distante onde se encontrava, trazendo consigo Jesus (as), o seu povo não lhe permitiu explicar-se. Supuseram que Maria cometera um acto chocante e indecente, limitando-se simplesmente a difamarem-na de forma horrível. Contudo, aqueles que difamaram Maria, conheciam-na praticamente desde o dia do seu nascimento e estavam conscientes da sua pureza e da sua piedade (taqwa), idênticas às dos outros membros da família de 'Imran.
Certamente, estes acusações e difamações constituíam um teste para Maria. É evidente que uma pessoa, assim tão pura e piedosa, não agiria como culpada. Isto foi apenas um teste para Maria. desde o momento do seu nascimento, Allah ajudou-a sempre e transformou em bem tudo o que ela fazia. Em contrapartida, Maria sabia que tudo acontece por Vontade de Allah e somente Allah podia provar a natureza infundada de tais difamações.
De facto, Allah proporcionou conforto a Maria e inspirou-a a permanecer quieta. Allah instruiu-a a não falar com o seu povo mas a apontar para Jesus (as), se estes se aproximassem dela com o intuito de a acusarem. Desta forma, Maria evitava qualquer problema, como o que uma descussão provavelmente originaria. O único que providenciaria as respostas mais precisas para o povo era Jesus (as). Quando Allah deu a boa nova do nascimento de Jesus (as) a Maria, Ele informou-a tambèm de que ele falaria claramente enquanto estivesse ainda no berço.
Ele falará às pessoas, ainda no berço, bem como na maturidade. E pertencerá ao número de justos (Surah 3, Al 'Imran: 46)
Assim, Allah facilitou as coisas a Maria e, através das palavras de Jesus (as), proporcionou a verdadeira explicação para o povo. Com tal milagre, a descrença do povo que rodeava Maria desapareceu simplesmente:
Então ela lhes indicou que interrogassem o menino. Disseram: "Como falaremos a uma criança que ainda está no berço?" Ele lhes disse: "Sou o servo de Allah, o Qual me concedeu o Livro e me designou com profeta. Fez-me abençoado, onde quer qeu eu esteja, e me encomendou a oração e (a paga do) zakat enquanto eu viver. E me fez piedoso para com a minha mãe, não permitindo que eu seja arrogante ou rebelde. A paz está comigo, desde o dia em que nasci; estará comigo no dia em que eu morrer, bem como no dia em que eu for ressuscitado" (Surah 19, Maryam: 29-33)
Sem dúvida, um bebé que fala fluentemente ainda no berço, constitui um grande milagre. O povo de Maria ficou atónito ao ouvir estas palavras de sabedoria de um bebé de berço, e esta ocasião provou-lhes que o seu nascimento era um milagre. Todos estes acontecimentos miraculosos mostraram que o bebé que estava no berço era um mensageiro de Allah.
Esta é a ajuda que Allah proporcionou a Maria, em troca da confiança que n'Ele ela depositara. Ao mostrar um tão impressionante milagre, ela respondeu às difamações que contra si eram levantadas. Contudo, Allah informa-nos de que um doloroso desastre aguardava aqueles que persistiam nos seus maus pensamentos a respeito de Maria, não obstante este milagre:
E por causa da sua descrença e por proferirem a respeito da Maria uma calúnia grave (Surah 4, An-Nissa: 156)

Os Milagres de Jesus (as)

Com a permissão de Allah Jesus (as) realizou muitos outros milagres, isto para além do seu nascimento virginal e a da declaração da sua profecia enquanto recém-nascido. De facto, estes dois milagres eram suficientes para revelar a natureza axtraordinária de Jesus (as). Afinal, somente um milagre pode fazer com que uma criança recém-nascida fale tão racionalmente e com fé:
Então, Allah dirá: "Ó Jesus, filho de Maria! Recorda o Meu favor para ti e tua mãe; de como te fortaleci com o Espírito Santo, para que pudesses falar aos homens no berço e na maturidade; e como te ensinei o Livro e a Sabedoria..."(Surah 5, Al-Ma'idah: 110)
No Alcorão, os milagres de Jesus (as) estão assim referidos:
E (fará dele) um Mensageiro para os Filhos de Israel (dizendo-lhes): Na verdade, eu vim para vós com um Sinal do vosso Senhor, em que faço para vós, de um pedaço de barro, a figura de um pássaro; assopro-a, e ele transforma-se num pássora (vivo) com a permissão de Allah; e curo o cego de nascença, e o leproso, e faço ressuscitar os mortos com a permissão de Allah; e digo-vos o que comeis e o que armazenais em vossas casas. Na verdade, nisso está um Sinal para vós, se sois crentes;(Sura Al 'Imran: 49)
Não obstante todos estes extraordinários acontecimentos até aqui referidos, algumas pessoas rejeitaram arrogantemente os milagres de Jesus (as) e disseram que estes eram magia.

Jesus (as) Comunica a Mensagem e Algumas das Dificuldades por ele Enfrentadas

Na época em que Jesus (as) foi enviado, o povo de Israel encontrava-se em completo tumulto, tanto no aspecto político como económico. Por um lado, existiam as cruéis condições infligidas ao público e, por outro, crenças e seitas divergentes que dificultavam a vida.
O Messias que o povo há tanto esperava era Jesus (as). Por vontade de Allah, Jesus (as) falou quando estava ainda no berço, indicando, assim, ás pessoas que o Messias que aguardavam havia chegado. A partir de então, muitos depositaram nele as suas esperanças em busca de orientação.
No entanto, houve também pessoas que recusaram aceitar Jesus (as). Os apoiantes do sistema descrente da época, em particular, consideravam-no simplesmente como uma ameaça à sua existência. Por este motivo, planearam matá-lo mal ouviram falar dele. Para seu horror, contudo, os seus planos encontravam-se, logo à partida, condenados ao fracasso. No entanto, isto não os impediu de se declararem inimigos de Jesus (as), enquanto este cumpria a sua missão.
Não obstante, não foram apenas os descrentes aqueles que se colocaram contra Jesus (as). Durante aquele período, por várias razões, a maioria dos rabis tomou partido contra Jesus (as), insistindo que este abolira a sua religião e, certamente devido à sua oposição a um Mensageiro de Allah, tornaram-se descrentes. O que na realidade Jesus (as) fez, foi apenas chamar o povo para o verdadeiro caminho, e eliminar as falsas regras introduzidas no Judaísmo pelos próprios rabis. O povo de Israel distorcera a sua religião, proibindo o que era permitido pela revelação original, e permitindo o que era proibido pela mesma. Deste modo, haviam mudado completamente o verdadeiro caminho revelado por Allah. Dado isto, Allah enviou Jesus (as) para purificar a verdadeira religião de todas as inovações nela incorporadas numa fase precedente. Jesus (as) chamou o seu povo para o Injil (Evangelho), o qual confirmava a verdadeira Tora (Tawrah) revelada o Moisés (Mussa) (as). O versículo em causa no Alcorão é o senguinte:
E venho confirmar o que existia antes de mim na Tora, e tornar legal parte do que vos estava proibido; E vim para vós como um. Sinal do vosso Senhor. Portanto, temei a Allah eobedecei-me (Surah 3, Al 'Imran: 50)
Num outro versículo, Allah informa-nos de que o Evangelho revelado a Jesus (as) era uma orientação para os crentes para o verdadeiro caminho, e para os ajudar a discernir entre o bem e o mal. Era também um livro que confirmava a Tora:
E nas suas pegadas (dos profetas) Nós enviamos Jesus, filho de Maria, para confirmar aquilo que havia sido revelado, antes dele, na Tora; e Nós demos-lhe o Evangelho onde há Orientação e Luz, e a confirmação daquilo que havia sido revelado, antes dele, na Tora: uma orientação e admoestação para aqueles que temem (Surah 5, Al-Ma'idah: 46)
As pessoas proeminentes de entre os Filhos de Israel, mais preocupadas com as regras que se haviam tornado tradição, duvidaram do que Jesus (as) trouxera. Isto deveu-se simplesmente ao facto de, na sua opinião, Jesus (as) não enfatizar as regras tradicionais, chamando antes o povo para a devoção a Allah, para a renúncia ao mundo, para a sinceridade, a fraternidade e a honestidade. Ao encontrarem um modo diferente de entender a religião, os Judeus sentiram-se frustrados com o aconselhado por Jesus (as). No Alcorão, Allah refere assim o modo como Jesus (as) comunicou os mandamentos de Allah:
E quando Jesus lhes apresentou as evidências, disse: Trago-vos a sabedoria, para elucidar-vos sobre algo que é objecto das vossas divergências. Temei, pois, a Allah, e obedecei-me! Allah é meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois! Eis aqui a senda recta! Porém, os partidos discreparam entre si. Ai dos iníquos, quanto ao castigo do dia doloroso! ((Surah 43, Az-Zukhruf: 63-65)
A sinceridade e a atitude diferente de Jesus (as) atraiu a atenção do povo. O número dos seus seguidores aumentava constantemente.

Os Judeus Afirmam ter morto Jesus (as)

Sem dúvida alguma, estamos todos familiarizados com a alegação de que os Romanos crucificaram Jesus (as). Como refere a alegação, os Romanos e os rabis Judeus arrastaram Jesus (as) e crucificaram-no. De facto, todo o mundo Cristão abraça a crença de que Jesus (as) morreu, mas que depois voltou à vida e ascendeu aos céus. Contudo, quando nos referimos ao Alcorão, verificamos que o que realmente aconteceu não é conforme se acredita:
E por dizerem: "Nós matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, Mensageiro de Allah" ─ mas eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam quanto a isso, estão na dúvida, pois não possuem conhecimento algum, e apenas fazem conjecturas; e o facto é que eles não o mataram. Outrossim, Allah elevou-o até Ele; E, na verdade, Allah é Poderoso e Sábio (Surah 4, An-Nissa': 157-158)
O facto que o Alcorão nos revela é óbvio. A tentativa dos Romanos, provocada pelos Judeus, para assassinar Jesus (as), mostrou ser mal sucedida. A expressão citada a partir do versículo em cima mencionado "... apenas isso lhes foi simulado" explica a verdadeira natureza deste acontecimento. Jesus (as) não foi assassinado mas elevado à presença de Allah. Além disso, Allah chama a nossa atenção para o facto de que, aqueles que isto afirmaram, nada sabiam a respeito da verdade. De novo, num outro versículo, Allah diz que, Ele Próprio, receberia Jesus (as) de volta e que Ele o elevaria para Si:
Quando Allah disse: "Q Jesus! Na verdade, tomar-te-ei, e elevar-te-ei até Mim, e purificar-te-ei dessses que descrêem; e colocarei os que te seguem acima dos descrentes, até ao Dia da Ressurreição: então todos voltareis junto de Mim, e julgarei entre vós as questões para quais divergis"  (Surah 3, Al 'Imran: 55)
Analisaremos o real significado da palavra "tomar-te-ei" no capítulo seguinte. Outras importantes provas, que o Alcorão nos proporciona relativamente a este assunto, são as expressões gerais usadas para a morte de outros profetas. As expressões usadas no Alcorão para a morte ou para o assassinato de profetas, são muito claras. Por exemplo, na Surat an-Nissa':155, existe um exemplo explícito. O versículo seguinte:(Eles incorreram no Divino descontentamento): por terem quebrado o seu pacto; por terem rejeitado os versículos de Allah; por terem assassinado os Profetas sem direito algum para o fazerem; e por terem dito: "Os nossos corações estão insensíveis". Allah lhes selou os corações, pela sua descrença, ...>>. A expressão usada para Jesus (as) no Alcorão é muito clara: "Eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado". Esta referência realça o facto de que Jesus (as) não foi morto, independentemente do método utilizado para este fim.

O REGRESSO DE JESUS (AS) À TERRA

Jesus (as) Não Morreu

Um exame aos versículos do Alcorão relacionados com Jesus (as), indicam que Jesus (as) não morreu nem foi morto, mas que foi elevado à presença de Allah.
Como atrás mencionado, na Surat an-Nissa', é referido que Jesus (as) não foi morto mas elevado à presença de Allah. O versículo em questão é o seguinte:
E por dizerem: "Nós matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, Mensageiro de Allah" ─ mas eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam quanto a isso, estão na dúvida, pois não possuem conhecimento algum, e apenas fazem conjecturas; e o facto é que eles não o mataram. Outrossim, Allah elevou-até Ele; E, na verdade, Allah é Poderoso e Sábio (Surah 4, An-Nissa': 157-158)
Em algumas traduções Inglesas, verificamos que alguns outros versículos estão traduzidos, para transmitir a sensação de que o Profeta Jesus (as) morreu antes de ter sido elevado à presença de Allah. Estes versículos são os seguintes:
Allah disse: "Q Jesus (a.s.)! Na verdade, causar-te-ei a morte (tawaffa), e elevar-te-ei a Mim..."  (Surah 3, Al 'Imran: 55)
No 117° versículo da Surat al-Ma'idah, o acontecimento narrado segundo as palavras do Profeta Jesus (as), encontra-se também traduzido de modo a sugerir que ele morreu:
E não lhes disse senão o que Tu me ordenaste dizer: 'Adoria Allah meu Senhor e vosso Senhor'. E fui uma testemunha do que eles fizeram durante o tempo em que vive entre eles; e quando Tu causaste-me a morte (tawaffa), Tu foste o único Vigilante sobre eles. E Tu és testemunha de todas as coisas". (Surah 5, Al-Ma'idah: 117)
Contudo, os significados Arábicos dos versículos atrás mencionados, indicam que o Profeta Jesus (as) não morreu no sentido por nós conhecido. Em Arábico, a palavra que nestes versículos é traduzida como "morreu" é "tawaffa", e vem da raiz "wafa ─ cumprir". Tawaffa não significa realmente "morte" mas o acto de "tomar/elevar/recolher (a alma)", quer no sono, quer na morte. Tendo uma vez mais o Alcorão como base, compreendemos que "tomar/recolher/acolher (a alma)" não significa necessariamente morte. Por exemplo, num versículo em que é usada a palavra "tawaffa", tal não significa a morte de um ser humano, mas sim "recolher/acolher (a alma) durante o seu sono":
Ele é Quem vos recolhe durante o sono e sabe o que fizestes durante a dia; e vos reanima outra vez para a vida do mundo, para que seja cumprido o termo que vos foi determinado. E depois disto, é para Ele o vosso regresso. Então, Ele, vos proclamará as acções praticadas por vós (Surah 6, Al-An'am: 60)
A palavra neste versículo usada para "recolher", é a mesma que a usada na Surah Al 'Imran:55. Por outras palavras, em ambos os versículos, a palavra "tawaffa" é usada e é obvio que a pessoa não morre durante o seu sono. Consequentemente, e uma vez mais, o que isto significa é "tomar".
O mesmo é também verdade para o seguinte versículo:
Deus recolhe as almas (tawaffa), no momento da morte e, dos que não morreram, ainda (recolhe) durante o sono. Ele retém aqueles cujas mortes tem decretadas e deixa em liberdade outros, até um término prefixado. Em verdade, nisto há sinais para os sensatos. (Surah 39, Az-Zumar: 42)
Como sugerido por estes versículos, Allah recolhe a alma dequele que se encontra adormecido. Contudo, Ele liberta as almas daqueles cujas mortes não foram ainda decretadas. Neste contexto, no seu sono, a pessoa não morre no sentido em que percebemos a morte. Por um período temporário apenas, a alma deixa o corpo e permanece numa outra dimensão. Quando a pessoa acorda, a alma regressa ao corpo! (1)
Imam al-Qurtubi torna claro que existem três significados para o termo "wafat": o wafat da morte, o wafat do sono e, por último, o wafat de ser elevado a Allah. Como no caso de Sayyiduna "Issa (as) (Jesus).
Para concluir, podemos dizer que Jesus (as) pode ter estado num estado especial, elevado à presença de Allah. O que ele realmente sentiu não foi a morte no sentido com que estamos familiarizados, mas somente uma partida desta dimensão. Seguramente, Allah é Quem melhor o sabe.

JESUS (AS) REGRESSARÁ À TERRA

JESUS (AS) REGRESSARÁ À TERRA

Com base no que até aqui tem sido referido, é evidente que Jesus (as) não morreu, mas que foi elevado à presença de Allah. Contudo, há um ponto sublinhado pelo Alcorão: o de que Jesus (as) regressará à Terra.
O Alcorão declara explicitamente o regresso de Jesus (as) à terra.

Proof # 1

A Surah Al 'Imran:55 é um dos versículos que indicam que Jesus (as) regressará à terra:
Quando Allah disse: "Ó Jesus! Na verdade, tomar-te-ei, e elevar-te-ei até Mim, e purificar-te-ei dessses que descrêem; e colocarei os que te seguem acima dos descrentes, até ao Dia da Ressurreição: então todos voltareis junto de Mim, e julgarei entre vós as questões para quais divergis(Surah 3, Al 'Imran: 55)
O referido no versículo, "e colocarei os que te seguem acima dos descrentes, até ao Dia da Ressurreição" é importante. Há aqui referência a um grupo estrito que aderiu a Jesus (as), e que se manterá acima dos descrentes até ao Dia do Juízo Final. Bem, quem são estes seguidores, então? São estes os discípulos que viveram no tempo de Jesus, ou serão os Cristãos de hoje?
Durante a sua vida, os seguidores de Jesus (as) foram poucos. Após a sua morte, a essência da religião rapidamente se degenerou. Além disso, as pessoas conhecidas como os discípulos, enfrentaram sérias pressões durante as suas vidas. Durante os dois séculos que se sucederam, sem possuírem poder político algum, estes Cristãos que acreditavam em Jesus (as) viram-se também oprimidos. Neste caso, não é possível dizer que os primeiros Cristãos, ou os seus sucessores, durante estes períodos eram fisicamente superiores aos descrentes no mundo. Podemos, logicamente, pensar que este versículo não se refere a eles.
Por outro lado, quando olhamos para os Cristãos de hoje, verificamos que a essência da Cristandade mudou imenso, e que é muito diferente da que, originalmente, Jesus (as) trouxe à humanidade. Os Cristãos abraçaram a ideia pervertida que surgiu de que Jesus (as) é o filho de Deus e, similarmente, a doutrina da trindade (O Pai, o Filho e o Espírito Santo). Neste caso, é errado aceitar os Cristãos de hoje como os seguidores de Jesus (as). Em muitos versículos do Alcorão, Allah refere que aqueles que acreditam na trindade são, com certeza, descrentes:
São descrentes os que dizem: "Na verdade, Allah é um dos três da Trindade": pois não há divindade alguma além do Deus Único (Surah 5, Al-Ma'idah: 73)
Neste caso, o comentário à afirmação: "E Eu colocarei os que te seguem acima dos descrentes, até eo Dia da Ressurreição" é o seguinte: primeiro, é dito que estas pessoas são os Muçulmanos, que são os únicos seguidores verdadeiros dos ensinamentos autênticos de Jesus (as); segundo, é dito que estas pessoas são os Cristãos, quer estes tenham ou não abraçado crenças idólatras, o que pode ser visto como estando confirmado pela posição dominante que Cristãos nominais mantêm actualmente na terra. Contudo, ambas as posições serão unificadas pela chegada de Jesus (as), uma vez que este abolirá o jizyah, o que significa que ele não aceitará que Cristãos e Judeus sigam uma outra religião que não o Islão e, deste modo, unirá todos os crentes como Muçulmanos.
O Profeta e último Mensageiro de Allah (saw), trouxe também a boa nova do regresso de Jesus (as). Os eruditos dos ahadice (citações dos ditos e das tradições do Profeta Muhammad) dizem que os ahadice a este respeito, no qual o Mensageiro de Allah (saw) disse que o Profeta Jesus (as) descerá entre os povos como um líder antes do Dia do Juízo Final, alcançaram o estatuto de mutawatir. Isto significa que foram referidos por tantas pessoas de diferentes gerações, a partir de um grande grupo dos Companheiros, que não se pode de forma alguma duvidar da sua autenticidade. Por exemplo:
Abu Hurairah (ra) referiu que o Mensageiro de Allah, que a paz esteja com ele, disse: "Por Aquele em Cujas Mãos está aminha alma, certamente que o filho de Maryam em breve descerá entre vós como um juiz justo, e quebrará a cruz, matará o porco e abolirá o jizyah, e a riqueza será tão abundante que ninguém a aceitará, até uma única prostração será melhor do que o mundo e tudo nele".  (Sahih al-Bukhaari)
Jabir ibn 'Abdullah disse: "Ouvi o profeta, que Allah o abençoe e lhe conceda a paz, dize: "Uma parte da minha ummah munca parará de lutar vitoriosamente pela verdade até ao Dia do Juízo Final". Ele disse, "Então, 'Issa ibn Maryam, que a paz esteja com ele, descerá e o seu emir dirá: "Vem e guia-nos na oração," mas ele responderá, "Não! Alguns de vós sois emires sobre outros", conforme demonstradores de honra de Allah a esta ummah." (Sahih Muçlim)
Abu Hurairah (ra) contou, "O Profeta, que a paz esteja com ele, disse: "Não existe profeta algum entre mim e ele, isto é, 'Issa, que a paz esteja com ele. Ele descará (à terra). Quando o virdes, reconhecei-o: um homem de estatura média, face corada, que usa duas vestes de amarelo vivo, parecendo pingar da sua cabeça embora ele não esteja molhado. Ele desafiará as pessoas para a causa do Islão. Ele quebrará a cruz, matará o porco e abolirá o jizyah. Allah fará parecer todas as religiões com excepção do Islão. Ele destruirá o Dajjal e viverá na terra por quarenta anos e, então, morrerá. Os Muçulmanos rezarão por ele."  (Abu Dawud)

Proof # 2

Inicialmente nesta secção, analisámos os versículos 157-158 da Surat an-Nissa'. Precisamente a seguir a estes versículos, Allah refere o seguinte na Surat an Nisa:159:
E ninguém, nos Povos do Livro, deixará de crer nele, antes de sua morte; e no dia da Ressurreição ele será uma testemunha contra eles (Surah 4, An Nissa': 159)
Alguns eruditos referiram que o "ele" deste versículo é usado para o Alcorão e, desta forma, chegaram à seguinte interpretação: não existirá ninguém de entre o povo do Livro que não tenha fé no Alcorão antes de (uma pessoa de entre povo do livro) morrer.
Não obstante, nos versículo 157 e 158, que são os dois versículos procedentes a este, o mesmo "ele" é indubitavelmente usado para Jesus (as) :
E por dizerem: "Nós matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, Mensageiro de Allah" ─ mas eles não o mataram, nem o crucificaram, apenas isso lhes foi simulado. E aqueles que discordam quanto a isso, estão na dúvida, pois não possuem conhecimento algum, e apenas fazem conjecturas; e o facto é que eles não o mataram (Surah 4, An-Nissa': 157)
Outrossim, Allah elevou-o até Ele; E, na verdade, Allah é Poderoso e Sábio(Surah 4, An-Nissa': 158)
Precisamente a seguir a estes versículos na Surat an-Nissa': 159, não existe nenhuma prova que indique que o "ele" é usado para referir outro que não Jesus (as):
E ninguém, nos Povos do Livro, deixará de crer nele, antes da sua morte; e no dia da Ressurreição ele será uma testemunha contra eles(Surah 4, An Nissa': 159)
No Alcorão, Allah informa-nos que no Dia do Juízo Final, as "línguas, mãos e pés testemunharão contra eles a respeito do que fizeram" (Surah 24, An-Nur:24 e Surah 36, Yá-Sin:65). A partir da Surah 41, Fussilat:20-23, aprendemos que "a audição, a vista e a pele testemunharão contra nós." Contudo, em nenhum dos versículos existe referência ao "Alcorão como uma testemunha". Se aceitarmos que o "ele" da primeira frase se refere ao Alcorão ─ embora gramaticalmente ou logicamente nós não tenhamos qualquer evidência ─ então devemos também aceitar que o "ele" no segundo comentário também se refere ao Alcorão. Para aceitar isto, contudo, deveria existir um versículo explícito a confirmar este ponto de vista. Contudo, o comentador Ibn Juzayy não menciona a possibilidade do Alcorão ser o "ele" referido, e Ibn Juzayy transmite as concepções de todos os principais comentadores na sua obra.
Quando nos referimos so Alcorão, vimos que quando o mesmo pronome pessoal é usado para o Alcorão, geralmente há menção ao Alcorão antes e após esse versículo específico, como nos casos das Surah 27, An-Naml:77 e Surah 26, Ach-Chu'ara:192-196. O versículo define directamente que o Povo do Livro terá fé em Jesus (as) e que ele Jesus (as) será uma testemunha contra eles.
O segundo ponto é relativo à interpretação da expressão "antes dele morrer". Alguns pensam que isto é "ter fé em Jesus (as) antes da sua própria morte." De acordo com esta interpretação, todos de entre o povo do Livro acreditarão definitivamente em Jesus (as) antes de enfrentarem a sua própria morte. No tempo de Jesus, contudo, os Jodeus, definidos como o povo do Livro, não só não tinham fé em Jesus, como tentaram também matá-lo. Por outro lado, não seria razoável dizer que Judeus e Cristãos que viveram e morreram após a época de Jesus têm fé nele ─ o tipo de fé descrito no Alcorão.
Para concluir, quando fazemos uma estreita avaliação do versículo, chegamos à seguinte conclusão: antes da morte de Jesus (as), todo o Povo do Livro terá fé nele. (2)
No seu verdadeiro sentido, o versículo revela factos planeados, que são os seguintes:
Em primeiro lugar, é evidente que o versículo se refere ao futuro, porque menciona a morte de Jesus (as). Contudo, Jesus (as) não morreu mas foi elevado à presença de Allah. Jesus (as) regressará de novo à terra, viverá por um tempo especificado e, então, morrerá.
Em segundo lugar, todos os povos do Livro terão fé nele. Este é um acontecimento que ainda não ocorreu, mas que definitivamente acontecerá no futuro.
Consequentemente, pela expressão "antes dele morrer", há uma referência a Jesus (as). O povo do Livro vê-lo-á, conhecê-lo-á e obedecer-lhe-á enquanto ele estiver vivo. Entretanto, Jesus (as) testemunhará contra eles no Último Dia. Allah, seguramente, é Quem melhor o sabe.
Que Jesus (as) regressará à terra aquando do fim dos tempos está referido num outro versículo na Surah 43, Az-Zukhruf: 61.

Proof # 3

Recuando até à Az-Zukhruf: 57, há referência a Jesus (as):
E quando é dado como exemplo o filho de Maria (Jesus), eis que o teu povo o escarnece! E dizem: Porventura, nossas divindades não são melhores do que ele? Porém, tal não aventaram, senão com o intuito de disputa. Esses são os litigiosos! Ele (Jesus) não é mais do que um servo sobre quem lançámos a Nossa benção, e do qual fizemos um exemplo para os israelitas. E, se quiséssemos, teríamos feito a vossa prole de anjos, para que vos sucedessem na terra (Surah 43, Az-Zukhuruf: 57-60)
Precisamente a seguir a estes versículos, Allah declara que Jesus (as) será um sinal do Dia do Juízo Final:
E ele (Jesus) será um sinal (do advento) da Hora. Não duvideis, pois, dela, e segui-me, porque esta é a senda recta. (Surah 43, Az-Zukhuruf: 61)
Ibn Juzayy refere que o principal significado deste versículo é o de que Jesus (as) é um sinal ou uma condição prévia da Última Hora. Podemos dizer que este versículo é uma indicação clara de que Jesus (as) regressará à terra no fim dos tempos. Isto deve-se ao facto de Jesus (as) ter vivido seis séculos antes da revelação do Alcorão. Consequentemente, não podemos interpretar a sua primeira vinda como um sinal do Dia do Juízo Final. O que este versículo realmente indica é que Jesus (as) regressará à terra aquando do fim dos tempos. Isto é, durante o último período de tempo que antecede o Dia do Juízo Final, e isto será um sinal do Dia do Juízo Final. Allah certamente é Quem melhor e sabe.
O Arábico do versículo "Ele será um Sinal da Hora" é "Innahu la 'ilmun li's-sa-'ati..." Algumas pessoas interpretam o pronome "hu" (ele) neste versículo como sendo o Alcorão. Contudo, os versículos precedentes indicam explicitamente que Jesus (as) está mencionado no versículo: " Ele não é mais do que um servo sobre quem lançámos a Nossa benção, e do qual fizemos um exemplo para os israelitas." (3)
Em Sahih Muçlim, é também referido que os ahadice onde é dito que o Profeta Jesus (as) descerá entre as pessoas no fim dos tempos, alcançou o estado de mutawatir, i.é, o de ser narrado por tantas pessoas de cada geração que não é possível haver qualquer dúvida da sua autenticidade, e que é referido como sendo um dos maiores sinais do Dia do Juízo Final.  (Sahih Muçlim, 2/58)
Hudhayfah ibn Usayd al-Ghifari disse: "O Mensageiro de Allah (saw) chegou junto de nós inesperadamente, enquanto estávamos envolvidos numa discussão. Ele perguntou: "O que estão a discutir?" Nós respondemos: "Estamos a discutir a Última Hora." A este respeito, ele disse: "Não chegará até que vejam dez sinais que a precedem – e (nesta conexão) ele mencionou o fumo, o Dajjal, a besta, o nascer do sol a oeste, a descida de 'Issa o filho de Maryam (as), Yajuj e Majuj, e deslizamentos de terra em três locais, um a oriente, outro a ocidente e um outro na Arábia, no fim dos quais o fogo brotará fortemente do Yemen, e conduzirá as pessoas ao local da sua reunião." (Sahih Muçlim)

Proof # 4

Um outro versículo que indica a segunda vinda de Jesus (as) é o seguinte
E quando os anjos disseram: "Ó Maria! Na verdade, Allah dá-te boas novas de uma Palavra Sua: o seu nome será Messias, Jesus (Issa), filho de Maria, ilustre neste mundo e no outro, e um dos mais próximos de Allah. Ele falará às pessoas, ainda no berço, bem como na maturidade. E pertencerá ao número de justos. Ela disse: "Ó meu Senhor! Como poderei ter um filho se nenhum homem me tocou? Ele disse: "Assim é: Allah cria o que deseja; quando Ele ordena uma coisa, apenas diz: "Sê", e ela acontece". "E Ele ensinar-lhe-á o Livro, a Sabedoria, a Tora e o Evngelho... (Surah 3, Al 'Imran: 45-48)
No versículo, é anunciado que Allah instruirá Jesus (as) a respeito do Injil, da Tora e do "Livro". Sem dúvida alguma, este livro em questão é muito importante. Encontramos a mesma expressão na Surah 5, Al-Ma'idah:110:
Então, Allah dirá: "Ó Jesus, filho de Maria! Recorda o Meu favor para ti e tua mãe; de como te fortaleci com o Espírito Santo, para que pudesses falar aos homens no berço e na maturidade; e como te ensinei o Livro e a Sabedoria, a Tora e o Evangelho; e como tu moldaste o barro dando-lhe uma forma de ave, com Minha permissão... (Surah 5, Al-Ma'idah:110
Quando analisamos o "Livro" em ambos os versículos, vimos que pode indicar o Alcorão. Em primeiro lugar, existe apenas um livro divino conhecido na terra, para além da Torah, do Zabur e do Injil. Além disso, num outro versículo do Alcorão, a seguir à Torah e ao Injil, a palavra "Livro" é usada para indicar o Alcorão:
Allah! Não há outra divindade além d'Ele, o Vivo, o Absoluto. Ele revelou-te o Livro com a verdade, confirmando os que o precederam; e revelou a Tora e o Evangelho, anteriormente, para servir de orientação aos humanos; e revelou (agora) o Al Furqán (o Critério de julgamento entre o bem e o mal (Surah 3, Al 'Imran: 2-4)
Neste caso, podemos perfeitamente considerar que o terceiro livro que será ensinado a Jesus (as), será o Alcorão, e podemos supor que isto apenas será possível se ele vier à terra no fim dos tempos. Jesus (as) viveu 600 anos antes da revelação do Alcorão e não é provável que ele conhecesse o Alcorão antes deste ser revelado. Neste caso, que ele aprenderá o Alcorão durante a sua segunda permanência na terra, será uma explicação rezoável.
Isto está também explicado num hadice (singular de ahadice):
Abu Hurairah (ra) contou que o Mensageiro de Allah, que a paz esteja com ele, disse: "Por Aquele em Cujas Mãos está a minha alma, definitivamente o filho de Maryam brevemente descerá entre vós como um juiz justo, e ele quebrará a cruz, matará oporco e abolirá o jizyah, e a riqueza será tão abundante que ninguém a aceitará, até que uma simples prostração será melhor do que o mundo e tudo que está nele".  (Sahih al-Bukhaari)
Os 'ulama (eruditos Islâmicos) dizem que, neste hadice, o significado de a sua acção ser idêntica à de um juiz justo, é o de que ele julgará segundo a chari'ah do Islão, i.é., segundo os julgamentos do Livro de Allah, o Alcorão, e da Sunnah do Último Mensageiro de Allah, Muhammad, que Allah o abençoes e lhe conceda a paz. Certamente, Allah é Quem melhor o sabe.
Como se vê, os versículos a respeito do regresso de Jesus (as) à terra são muito explícitos e extraordinários. Nenhumas observações similares são feitas por qualquer outro profeta mencionado no Alcorão. Além disso, nenhum outro profeta é referido como "um Sinal de Hora", e nenhum outro comentário, usado para qualquer outro profeta no Alcorão, inclui qualquer conotação que implique o seu regresso à terra. Contudo, todas estas observações são usadas para Jesus (as). O significado disto é muito claro.

Existem, no Alcorão, Outros Exemplos de Pessoas que Deixaram o Mundo e Regressaram Após Centenas de Anos

Um homem que foi ressuscitado um século depois z

Uma destas pessoas é um homem que permaneceu morto durante um século. Isto é referido na Surat al-Baqarah:
Ou não viste aquele que, ao passar por uma cidade em ruínas, exclamou: "Como poderá Allah ressuscitá-la depois da sua morte?" Então Allah fê-lo morrer por cem anos; depois o ressuscitou e lhe perguntou: Quanto tempo permaneceste aqui (assim)? Ele disse: Permaneci um dia ou parte dele. (Allah) disse-lhe: Não; tu permaneceste aqui cem anos. Observa a tua comida e a tua bebida; constata que ainda não se deterioraram. Agora observa teu asno (não resta dele mais do que a ossada); isto é para fazer de ti um exemplo para os humanos. Observa como dispomos os seus ossos e em seguida os revestimos de carne. Diante da evidência, exclamou: Reconheço (agora) que Allah é Onipotente! (Surah 2, Al-Baqarah: 259)
Nos versículos referidos nos páginas anteriores, é referido o facto de que Jesus (as) não morreu, mas que foi "elevado". Contudo, no versículo em cima referido, o homem morreu definitivamente. Consequentemente, até mesmo uma pessoa morta pode de novo erguer-se por vontade de Allah. Isto está explicitamente referido no Alcorão. Existem outros exemplos similares no Alcorão.

Companheiros da Caverna Despertaram Anos Depois

Um outro exemplo é referido na história dos "Companheiros da Caverna", a qual é relatada na Surat al-Kahf.
Allah refere a história de um grupo de jovens forçados a refugiarem-se, numa caverna, da cruel tirania do imperador da época. É dito que eles adormeceram e despertaram após anos de sono. Os versículos em causa são os seguintes:
Recorda de quando um grupo de jovens se refugiou na caverna, dizendo: "Ó Senhor nosso, concede-nos a Tua misericórdia, e reserva-nos um bom êxito em nossa empresa!" Adormecemo-los na caverna durante anos>>. (Surah 18, Al-Kahf: 10-11)
(Se os houvesses visto), terias acreditado que estavam despertos, apesar de estarem dormindo, pois Nós os virávamos, ora para a direita, ora para a esquerda, enquanto o seu cão dormia, com as patas estendidas, na entrada da caverna. Sim, se os tivesses visto, terias retrocedido e fugido, transido de espanto! E eis que os despertamos para que se interrogassem entre si. Um deles perguntou: Quanto tempo permanecestes aqui? Responderam: Estivemos um dia, ou parte dele! Outros disseram: Nosso Senhor sabe melhor do que ninguém o quanto permanecestes. Enviai à cidade alguns de vós com este dinheiro; que procure o melhor alimento e vos traga uma parte; que seja afável e não inteire ninguém a vosso respeito (Surah 18, Al-Kahf:18-19)
O Alcorão não explica com exactidão quanto tempo os jovens passaram na cave. Em vez disso, a duranção deste período é indicada pelas palavras "durante vários anos". Contudo, o palpite de pessoas desta época era muito elevado: 309 anos. Allah diz:
Eis que permaneceram na caverna trezentos e nove anos. Dize-lhes: "Allah sabe melhor do que ninguém o quanto permaneceram, porque é Seu o mistério dos céus e da terra. Quão perfeito Ele é de vista e apurado de ouvido! Eles não têm, em vez d'Ele, protector algum, e Ele não divide com ninguém o seu comando (Surah 18, Al-Kahf:25-26)
Certamente, o que importa aqui não é se este período é curto ou longo. O que importa é que Allah tomou algumas pessoas, quer fazendo-as dormir, ou simplesmente levando-as a morrer por um período particular de tempo e, em seguida, devolveu-as de volta à vida. Exactamente como pessoas que acordam de um sono. Allah deu-lhes vida de novo. Jesus (as) é uma destas pessoas e, no momento devido, ele viverá de novo neste mundo. Após cumprir a sua tarefa, ele morrerá exactamente como qualquer outro ser humano, de acordo com o mandamento do versículo no qual Ele disse: "Lá vós vivereis e lá vós morrereis; e de lá vós sereis trazidos um dia". (Surah 7, Al-A'raf: 25)